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Nota sobre a sabotagem da assembleia de greve e o justo repúdio dos trabalhadores em educação do Ceará

Nota sobre a sabotagem da assembleia de greve e o justo repúdio dos trabalhadores em educação do Ceará

Acerca do processo de sabotagem da campanha salarial pelos pelegos da diretoria da APEOC

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Movimento dos Trabalhadores em Educação

 

Na última quinta-feira (4/4/2024), realizou-se a assembleia do sindicato dos professores da rede estadual do Ceará (APEOC), cujo objetivo precípuo era analisar a proposta do governador do estado para a categoria, após uma intensa mobilização desta, definida em uma assembleia anterior, que aprovou a GREVE GERAL, caso o governador não atendesse a direção sindical e aceitasse as reivindicações consensuadas então pelos professores, até a data proposta para o início daquela.

O governador Elmano de Freitas e sua equipe técnica apresentou uma contraproposta rebaixada, que não contemplou os interesses dos professores, principalmente o dos temporários, que já somam mais de 60% da categoria em nosso estado, e para quem foi apresentada a aviltante proposta de aumento salarial de cem reais.

Realizaram-se as zonais em Fortaleza e no interior do estado, nas quais foram rechaçadas as propostas do governador, e inflamou-se ainda mais a indignação da categoria contra o desrespeito e a indiferença do governo estadual pela categoria. A proposta de greve geral foi aprovada na grande maioria das zonais no estado.

No entanto, na noite anterior à assembleia geral da categoria, o presidente do sindicato postou um vídeo nas redes sociais enaltecendo as propostas do governo como uma grande vitória dos professores, insinuando a sua aprovação na assembleia.

Diretoria da APEOC e seu presidente Anísio, sendo chamados de golpistas por professores.

Durante a assembleia, com o ginásio Aécio de Borba completamente lotado por professores (as), a multidão de docentes, em sua esmagadora maioria, clamava constantemente pela GREVE GERAL e vaiava as falas dos diretores do sindicato, que propunham a aceitação das propostas do governador. Após quarenta e sete intervenções, estava perfeitamente clara a disposição da categoria para o enfrentamento com o governo. Porém, ao final das falas, quando todos esperavam a votação para a definição pela GREVE GERAL, o presidente do sindicato, desrespeitando o sentimento geral da categoria, sua disposição de luta e a democracia operária, falou que não se poderia aprovar a greve naquele momento, em função de sua eventual ilegalidade.

A partir desse momento, a indignação e a revolta da imensa maioria dos presentes se traduziram em revolta e xingamentos aos pelegos que, sob escolta de brutamontes por eles contratados, fugiram da assembleia, mas não escaparam da fúria dos professores (as), que lhes arremessaram insultos e cadeiras.

Assim, mais uma vez, a direção pelega do nosso sindicato traiu a categoria e demonstrou sua hipocrisia política, pois convoca à luta o conjunto da categoria apenas para tentar angariar dividendos eleitorais e prestígio com o governo, sabotando de fato os interesses dos (as) professores (as) do estado do Ceará.

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