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POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA: A FACE PERVERSA DO CAPITALISMO BRASILEIRO

POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA: A FACE PERVERSA DO CAPITALISMO BRASILEIRO

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     Segundo a Revista Ciclo Geográfico, o Brasil possui uma população de 227 mil pessoas em situação de rua em 2024. Esse número é mais de 10 vezes a quantidade do anos de 2013 quando o país possuía 21 mil pessoas nessa condição.

    O aumento de 935% em dez anos, revela uma tendência do capitalismo, agravada pela crise político-econômica de 2014 e a crise sanitária da Covid19. No mapa, os dados são apresentados pela taxa proporcional (por 100.000 habitantes), mais o número absoluto por estados.

    População em situação de rua (PSR) são pessoas conhecidas popularmente como "moradores de rua" ou "sem teto", que utilizam os logradouros públicos como espaço de moradia e sustento, sobrevivendo em condição de extrema pobreza. No Brasil a maior proporção é encontrada no Distrito Federal, com 274 indivíduos a cada grupo de 100 mil pessoas, seguido de Roraima com taxa de 242, São Paulo (206), Rio de Janeiro (128) e Santa Catarina (116).

     As menores taxas são observadas no Tocantins com taxa de 16,4, seguido de Amapá (17,5), Pará (22,0) e Paraíba (23,2). O estado de São Paulo lidera com o maior número nessa situação, são mais de 91 mil pessoas. O Amapá é o menor.

     Na maior metrópole do país - São Paulo, há cerca de 54 mil em situação de rua, ante 7,9 mil de 2013. Em Belo Horizonte, 11,7 mil, ante 3 mil de um ano atrás, Rio de Janeiro (14 mil, ante 265 pessoas), D.F (6,4 mil, ante 150 indivíduos), Fortaleza (6,6 mil, ante 713), Goiânia (1,3 mil, ante 61), Manaus (1,1mil, ante 58), Palmas (131, ante 3), Macapá (115, ante 0).

     Do total da população de rua, 60% não vivem na cidade em que nasceram, mas 70% vivem no mesmo estado de nascimento. 4% apenas são estrangeiros, (destes 30% são da Venezuela, ao passo que 32% cruzaram o mar, vindos da Angola).

    88% da população adulta em situação de rua são homens, 51% são pardos, 31% brancos e 18% pretos. Em média 41 anos, crianças e adolescentes são 2,5%, e idosos, 3,4%. Os problemas mais apontados sobre a circunstância são desemprego e problemas de rupturas de vínculos familiares.

     Tal situação tende a agravar-se pelo desemprego, miséria e relações de trabalho cada vez mais precarizadas.  A revindicação de melhores condições de vida e uma reforma urbana radical devem ser defendidas urgentemente pela esquerda, pelas organizações sindicais e pelos movimentos populares. 

 

*https://www.instagram.com/revista_ciclo_geografico/

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