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Nossos irmãos palestinos e Lula precisam que saiamos às ruas para esmagar o golpismo sionista bolsonarista

Nossos irmãos palestinos e Lula precisam que saiamos às ruas para esmagar o golpismo sionista bolsonarista

Mobilizar todos os movimentos explorados e oprimidos em defesa dos palestinos e da corajosa denúncia de Lula contra Israel

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Lula não disse nada além do que vem sendo dito nos comitês e manifestações pró-Palestina em qualquer parte do globo há mais de 100 dias [1] [2]. Mas, exatamente por dar voz ao que está censurado na mídia imperialista global, por dizer o que não havia sido dito ainda entre os chefes de estado, por contrastar com a covardia das burguesias árabes, Lula foi no âmago do problema central da geopolítica mundial: a questão palestina, que encarna de um lado a forma contemporânea do pior nazismo imperialista e, de outro, o povo mais oprimido e massacrado dos últimos dois séculos de imperialismo.


A fala de Lula em Adis Abeba, na Etiópia, no dia 18/2, ao modo e limites de Lula, representa a mais recente manifestação de uma frente única de resistência pela causa palestina. Resistência inaugurada no dia 7 de outubro passado pela unidade guerrilheira encabeçada pelo Hamas, continuada pelo Hezbollah e pelos Houthis, pelas manifestações multitudinárias em centenas de cidades do planeta, as maiores já realizadas em defesa de um povo oprimido [3] e pela iniciativa jurídica da África do Sul [4].

“Não é uma guerra entre soldados e soldados. É uma guerra entre um exército altamente preparado e mulheres e crianças. Quando eu vejo o mundo rico anunciar que está parando de dar contribuição humanitária aos palestinos, eu fico imagino qual é o nível de  consciência humanitária dessa gente, de solidariedade, que não vê que na Faixa de Gaza não ocorre uma guerra, mas sim um genocído. O que está acontecendo na Faixa de Gaza e com o povo palestino não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus”, disse Lula. [5]

Além do genocídio da população em Gaza e de seus representantes políticos e militares pelo exército sionista armado pelos EUA, os países imperialistas buscam estrangular financeiramente até a assistência humanitária realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Cerca de 10 países, entre eles Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Itália, Suíça e Austrália - chegaram a suspender repasses para a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA, na sigla em inglês). A entidade, ligada à ONU, é a maior responsável por ações humanitárias implementadas na Faixa de Gaza [6].

O termômetro para se medir a força e importância da manifestação do presidente brasileiro está na reação aparentemente desproporcional do inimigo, demonstrando que impactou fortemente. A entidade sionista tomou a iniciativa da ruptura, da chantagem, reivindicando desculpas e retração no que foi acompanhada pelos seus agentes no Brasil, como Rodrigo Pacheco, presidente do Congresso brasileiro e líder do Centrão, no que foi criticado até por membros de seu próprio partido [7].

Lula sacudiu o mundo da geopolítica [8], isolando mais ainda Israel no plano internacional e a entidade sionista quer dar o troco no plano nacional através de sua principal arma, seu lobby no interior da classe dominante de muitos países, como no Brasil, através de uma nova ofensiva golpista, traficando sua ofensiva na guerra para dentro da luta política da brasileira [9]. O bolsonarismo, que estava emparedado pela ameaça de prisão, busca se reorientar vitaminado pela raiva de Israel contra Lula. Querem encontrar nessa disputa geopolítica uma oportunidade de sair da defensiva para a ofensiva. Estão tentando sair das cordas e até organizam um movimento pró-impeachment de Lula [10], com o apoio de toda demonização do petista realizada em unanimidade pela grande mídia sionista (Globo, Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, etc).

Todo o arco político da direita tradicional e da extrema direita bolsonarista, que haviam se agrupado em 2016 para realizar o golpe de estado sob orientação do imperialismo (governo Obama-Biden), se reagruparam novamente e, manipulados pelo lobby sionista-imperialista, condenam agora Lula em uma ofensiva quase unânime em favor dos genocidas contra os palestinos.

Lula, se mostra como grande estadista e liderança global, pois após sua fala já são mais de 162 países pedindo o cessar-fogo [11]. Nem sequer os chefes de estado imperialistas condenaram Lula até agora como Nethanyahu, o carniceiro de Gaza, nem mesmo o secretário de Estado dos Estados Unidos, Anthony Blinken, em viagem ao Brasil [12]. Muitas celebridades ao redor do mundo tem saído em sua defesa. É importante destacar que a reação sionista dentro do Brasil contra Lula é um fenômeno local, tão isolado mundialmente como o governo sionista.

Mas Lula precisa ir além de condenar o genocídio, precisa romper as relações com os genocidas, romper a colaboração diplomática, comercial e os acordos militares e econômicos estabelecidos entre o governo Bolsonaro e o sionismo contra a população do Brasil, precisa tomar a iniciativa ofensiva contra o lobby sionista que conspira com o bolsonarismo para derrubar seu governo e processar entidades como a Conib, que persegue ativistas de esquerda antisionistas e inclusive judeus brasileiros, como Breno Altman, José Genoíno e João Pimenta. Também é preciso rechaçar declarações contra Lula vindas de dentro do próprio governo, de dirigentes do PT, como o líder do governo no Senado, Jacques Wagner [13], que joga a favor do lado inimigo quando diz que "Lula passou do ponto" ao identificar o sionismo com o nazismo no genocídio de crianças e mulheres.

Todavia, os palestinos e Lula precisam de muito mais mobilização social agora para derrotarmos os genocidas sionistas lá e cá. Com o acirramento das tensões entre o Brasil e Israel, os comitês pró-palestina no Brasil se ampliaram e ganharam um impulso. Podemos e devemos realizar maiores manifestações. Do ponto de vista do movimento de massas, o maior aliado do genocídio em Gaza, o que impede que as manifestações se tornem tão grandes no Brasil como em vários outros países, é a acomodação da burocracia sindical e dos dirigentes da esquerda que não saem das redes sociais para as ruas em defesa dos palestinos, por passividade ou cálculo eleitoral, assim como o sectarismo dos movimentos sociais que se negam a unificar as lutas em uma grande frente única dos oprimidos agora, por exemplo, na preparação da mobilização do 8 de março.


Contra o genocídio dos palestinos em Gaza e da juventude negra nas favelas do Brasil!
Fim do Genocídio, Cessar Fogo Já!
Liberdade para todos os milhares de palestinos presos por Israel!
Pelo direito ao retorno das vítimas da Nakba de ontem e de hoje!
Pela ruptura de todos os acordos economicos e militares com o estado nazi-sionista!
Em defesa de Breno Altman e Genoíno, a golpista Conib é quem precisa ser processada!
Pelo fim da entidade nazi-sionista, por um Estado palestino multiétnico e socialista do rio ao mar!

 

Notas:

1. O cerco genocida de Gaza é como o cerco de Hitler a Leningrado: Precisamos de uma luta unificada contra o imperialismo: da Palestina à Ucrânia.

2. Estado de Israel assassina crianças.

3. Por que os atuais protestos pela Palestina são tão diferentes dos protestos contra a Guerra do Iraque em 2003. 

4. Genocídio em Gaza foi admitido até pelo TPI, a corte internacional burguesa. Bloco Imperialista Escala o Holocausto contra Palestinos, tentando evitar a derrota.

5. Presidente Lula fala com a imprensa na Etiópia.

6. Lula critica países por corte de ajuda humanitária à Palestina.

7. Briga interna no PSD. Senador Rodrigo Pacheco (PSD), bateu, levou e passou vergonha, principalmente porque parece que não sabia que Omar Aziz (PSD) é filho de palestinos.

8. Fala de Lula sobre genocídio ganha apoio de ativistas e ‘sacode o mundo’.

9. A guerra chegou ao Brasil. Lula precisa de apoio e mobilização.

10. Lula corre risco de sofrer impeachment por posicionamento contra Israel? Entenda o que diz a lei.

11. 'LÍDER DA AMÉRICA': Lula recebe apoio de governos de países latino-americanos após declarações sobre Israel.

12. Em reunião, Lula e Secretário dos EUA discutem g20, Gaza, Ucrânia.

13. Jaques Wagner "passou do ponto".

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